30 de jun de 2005

Pra cima, Brasil!

Música de João Alexandre

Como será o futuro do nosso país?
Surge a pergunta no olhar e na alma do povo
Cada vez mais cresce a fome nas ruas, nos morros
Cada vez menos dinheiro pra sobreviver

Onde andará a justiça outrora perdida?
Some a resposta na voz e na vez de quem manda
Homens com tanto poder e nenhum coração
Gente que compra e que vende a moral da nação

Brasil, olha pra cima
Existe uma chance de ser novamente feliz
Brasil há uma esperança!
Volta teus olhos pra Deus, o Justo Juiz


>> Como disse uma amiga, pode até ser síndrome de miss, mas eu sonho com a paz mundial.

29 de jun de 2005

Libertadores da América



"Futebol se joga no estádio?
Futebol se joga na praia,
futebol se joga na rua,
futebol se joga na alma.
A bola é a mesma: forma sacra
para craques e pernas-de-pau.
Mesma a volúpia de chutar
na delirante copa-mundo
ou no árido espaço do morro.
São vôos de estátuas súbitas,
desenhos feéricos, bailados
de pés e troncos entrançados.
Instantes lúdicos: flutua
o jogador, gravado no ar
- afinal, o corpo triunfante
da triste lei da gravidade."


Carlos Drummond de Andrade - "Quando é dia de Futebol"

27 de jun de 2005

Acordar, viver...



Como acordar sem sofrimento?
Recomeçar sem horror?
O sono transportou-me
àquele reino onde não existe vida
e eu quedo inerte sem paixão.

Como repetir, dia seguinte após dia seguinte,
a fábula inconclusa,
suportar a semelhança das coisas ásperas
de amanhã com as coisas ásperas de hoje?

Como proteger-me das feridas
que rasga em mim o acontecimento,
qualquer acontecimento
que lembra a Terra e sua púrpura
demente?
E mais aquela ferida que me inflijo
a cada hora, algoz
do inocente que não sou?

Ninguém responde, a vida é pétrea.


Carlos Drummond de Andrade

24 de jun de 2005

Saber viver



Hoje eu senti saudades, e esse vai em homenagem às minhas amigas de colégio: Rê (Rex), Grá (Grát’s), Lise (Lisoca) e Van (Preparada).

“É preciso saber viver” - Titãs

Quem espera que a vida seja feita de ilusão
Pode até ficar maluco ou morrer na solidão,
É preciso ter cuidado pra mais tarde não sofrer,
É preciso saber viver.
Uma pedra no caminho você pode retirar,
Numa flor que tem espinho você pode se arranhar,
Se o bem e o mal existem, você pode escolher,
É preciso saber viver.


Essa música marcou os meus tempos de colégio. Falando assim parece até que já faz muitos anos que isso aconteceu, e não apenas um semestre, como de fato é. Hoje, na volta pra casa, mesmo sendo “meio” antiga, “É preciso saber viver” tocou no rádio, e me trouxe à mente todas as vezes que eu, a Rê e a Van inventávamos coreografias inusitadas, com a ajuda da Lise e a Grá na platéia, só se divertindo. Na verdade, era diversão pura, para todas nós! Relembrei dos ensaios da nossa última Feira do Livro, e de como a gente batia palma repetindo esse refrão. Nota: totalmente fora do compasso e daquilo que realmente precisava ser ensaiado.

Não sei vocês, mas eu me incomodo muito com esses assuntos. Saber viver, aproveitar como se fosse o último, minuto passado é minuto perdido, o presente já é passado etc. Na verdade, acho que lá no fundo eu não sei nada disso, e continuo com a mesma vidinha medíocre. Nós, seres-humanos, nascemos, crescemos, aprendemos a mentir, a escrever e a comer segurando o garfo e a faca. Depois, crescemos mais um pouco, aprendemos a responder nossos pais, e a beijar na boca. Nessa época, coisas novas vão surgindo e você parece, finalmente, estar descobrindo o sentido da vida...ou a falta dele! E ainda com os estudos para a vida, a busca do próprio sustento e da independência, você se descobre confusa e despreparada. No meu caso, o último está em evidência.

Queria viver mais, queria fazer mais coisas, queria conhecer mais pessoas e lugares, queria aprender novas matérias e ciências loucas, queria ler mais e mais livros, queria ter mais tempo para assistir todos os filmes, mais tempo para Deus e para os meus amigos, mais tempo para dormir, mais tempo para curtir meu violão e aprender a tocar saxofone, mais tempo para aprender a nadar, para estudar e curtir minha família.

Se eu pudesse fazer ou ter tudo isso, talvez eu teria a certeza da tal sabedoria. Talvez, saber viver seja saber aproveitar o tempo investido em cada atividade que nos é proporcionada. Então, quem sabe, a sabedoria já está em mim, só faltando, então, utilizá-la. Segundo o João, querido professor da Escola Dominical, Deus quer que vivamos felizes, sem muitas ilusões, com os problemas que acontecem, e que saibamos contorná-los na medidade exata.

Que nós tenhamos consciência crítica para conosco, e saibamos tirar as pedras no meio do caminho!

Amigas, para vocês só digo uma coisa: nosso colegial foi muito bem vivido. Estou com saudades!

"Só há duas maneiras de viver a vida: A primeira é vivê-la como se os milagres não existissem; A segunda é vivê-la como se tudo fosse um milagre" - Albert Eisntein

17 de jun de 2005

Pensar é transgredir



Li esse livro bem rápido. Gostei bastante! Confesso que não admirava muito o que a Lya Luft escrevia para a revista Veja (ainda escreve?), mas o livro é realmente muito bom, e mesmo se você discordar de algumas opiniões (como eu), além de ter belas histórias e pensamentos "coloridos" que te fazem esquecer do mundo ao seu redor, te instiga a aprimorar a parte legal (e única?) da filosofia: questionar e ter ainda mais dúvidas.

"Pensar é Transgredir vai da preocupação com o social à inquietação pelo mistério da vida. Mas nele a autora também deixa entrever um pouco do cotidiano em sua casa, revela coisas de sua infância e mostra seu lado bem-humorado, seguidamente comentado por quem a conhece pessoalmente. Fala do desafio que é podermos escrever uma parte da nossa história pessoal, e da dificuldade de sermos responsáveis por nossas escolhas; mas também escreve sobre ternura, alegria e perplexidade. A narrativa de Lya se faz ouvir pela voz de uma mulher, uma personagem feminina que relata sua problemática. Romances, ensaios, poemas e textos breves são o jeito de Lya de rondar algo que a assusta ou seduz."

(sinopse do www.submarino.com.br)

** Eu recomendo e empresto! =P

16 de jun de 2005

Control Z



Domingo passado, me arrumando para sair, tive meu 2º encontro com as influências do serviço em minha vida pessoal - o 1º foi quando atendi ao telefone de casa falando o nome da empresa. Estava secando o cabelo, e me deu vontade de mudar o penteado. Péssima idéia, uma vez que eu detestei a novidade. Tá, até aí, nada de mais, não fosse o fato de ter me vindo à mente: "Ai, vou dar o control Z". Caso alguém não saiba, o control Z é o atalho de "desfazer" dos editores de texto, e de outros softwares. É um método prático de recuperar o texto das possíveis bobagens que cometemos digitando um trabalho, um documento ou qualquer coisa do tipo.

O control Z permite que você teste todas as fontes, cores, estilos e efeitos, pois se não gostar, é só apertá-lo e tudo volta como estava antes.

Já imaginaram se a vida fosse assim também? Já imaginaram se pudéssemos fazer todas as faculdades, ler todos os livros e ter todos os namorados podendo dar o control Z para resgatar o tempo perdido com aqueles que trouxeram péssimos resultados, e que incrível seria apagar esses resultados? E se pudéssemos comer todos os chocolates do supermercado, ter o cabelo de todas as cores e cortes que sempre quisemos arriscar, fazer todas as loucuras que dependeram da nossa coragem para serem cumpridas e depois apertar o control Z para voltarmos a ter nossa velha e boa aparência e reputação de sempre, como se nada tivesse acontecido?

Eu já! Sempre penso nisso quando faço uma besteira. Quem nunca sentiu vontade de voltar no tempo? Com o control Z eu vou além. Com ele eu tenho a chance de fazer o teste mesmo não estando completamente segura de mim, e se for atitude reprovada, é possível recuperar-me e concertar o estrago.

Dei o exemplo do penteado porque foi numa situação banal como essa que percebi o quanto sou folgada e medrosa (sem mencionar o “louca”). Essa facilidade deveria ir contra os meus princípios, e não desenvolver em mim um paradigma de medo e utopia.

De qualquer forma ainda pretendo contar com o meu control Z pessoal, que mesmo não sendo tão eficiente quanto o do computador, com um pouquinho de força de vontade é capaz de me levantar, e de excluir o que não valeu a pena. Pode até ser apenas uma parte do que não valeu, mas o que importa mesmo é a vontade de seguir em frente que fica armazenada, e mesmo sem recuperar o tempo perdido, ou o cabelo que ficou horroroso, ou até mesmo minha reputação, ele ainda me dá esperança e maturidade em cada situação.

Seria maravilhoso se a vida funcionasse como um editor de texto. Em compensação, seríamos débeis e infantis.

14 de jun de 2005

Para os noivos...



Sei que já falei de tudo e já abracei vocês um montão de vezes, mas eu
precisava deixar registrada aqui a alegria que eu sinto por vocês estarem
vivendo esse sonho lindo...e o melhor de tudo, sonho que é de Deus.

Agradeço a Ele por fazer parte da vida de vocês...e por ter feito parte
dessa festa comemorando esse momento inesquecível (mesmo não tendo tirado nossa foto fazendo careta)!

Parabéns aos noivos, Carol e Fábio...e que sejam felizes para sempre!!

Com amor,

"Má" ...ou universitária! ; )

~* Chorei, chorei e chorei...amo vocês!