30 de out de 2006

26 de out de 2006

Querido Diário

A melhor fase da vida é aquela em que nos achamos belas sem maquiagem ou um corpo bem definido. Aquela em que o espelho para nada mais serve além de ser um brinquedo fantástico que reflete as mais criativas caretas.

23 de out de 2006

R & J



A famosa história de Romeu & Julieta, clássico de Shakespeare, em uma montagem com elenco exclusivamente masculino.

Em "R&J", quatro estudantes de uma escola católica totalmente conservadora decidem, a partir de uma brincadeira, transformar suas vidas cheias de regras. A brincadeira se dá quando um deles encontra o livro de "Romeu e Julieta". Todos começam a lê-lo, cada um uma parte, em voz alta, e assim se envolvem com os personagens da obra, cada um representando diversos papéis, trazendo à tona todos os seus conflitos.

Um dinamismo único de um amor entre dois jovens de famílias rivais, os Montecchios e os Capuletos.

Maravilhoso.

A montagem abre as portas para muitas reflexões, como era de se esperar. Identidade de gênero, opressão, preconceito e até a aceitação da sexualidade. Ali não se separa masculino do feminino simplesmente porque, na peça, eles não interpretam mulheres, mas as pessoas que elas são.

Atores preparados por ninguém mais, ninguém menos que Inês Aranha. Musicado por Fernanda Maia...e dirigido por Zé Henrique de Paula. Dá gosto de ver. Montagem perfeita, atores intensos.

Tecnicamente, é uma aula. Para a vida, ficam os valores. Idealista como "Sociedade dos Poetas Mortos", está no topo da lista de todas as minhas recomendações.

Local: Teatro Augusta (R. Augusta, 943 - Consolação)
Dias: 13, 20 e 27 de outubro (sextas-feiras -> ainda dá para assistir a última!)
Hora: 21h30
Preços: R$ 20,00 - inteira // R$ 10,00 - meia

19 de out de 2006

Querido Diário

Aqueles plásticos de bolinhas que estouram deveriam ser vendidos em famárcia.

Na Ultrafarma, para ter desconto, é claro.

17 de out de 2006

Choque térmico?

Que deliciosa mania de tomar um copo de água fria durante o banho, bem embaixo do chuveiro quentinho.

Adorava fazer isso quando criança. Era só a água começar a cair e eu já chamava pela minha mãe..."manhê, me dá um copo d'água?!".

A única sensação de "friozinho" por dentro do "quentinho", o copo vazio que rendia várias brincadeiras, como ensopar o banheiro inteiro, jogar água na cabeça, fazer um chapéu, um microfone e até malabarismo...
Apesar do desperdício, aqueles banhos eram pura diversão.

Sei que, de vez em quando, uma enfermeira passa por aqui para ler minhas babozeiras. Bem que ela podia me dar uma bronca, afinal...vai que me dá algum problema. Gelado e quente nunca combinaram. A não ser, é claro, na inconsequência de crianças insanas.

14 de out de 2006

Efeito Porcaria



Sabe quando a indústria cinematográfica não tem mais nada para inventar e decide pegar filmes relativamente bons e estabelecer continuações somente por fazer, se aproveitando da fama do anterior para movimentar público? Pois é, "Efeito Borboleta 2" seguiu essa linha e não passa de uma ofensa ao filme original. Uma verdadeira pérola cinematográfica que não vale um centavo do que o público paga para assisti-la. A velha tradição hollywoodiana de aproveitar uma idéia que deu certo e transformá-la em receita para continuações idênticas onde mudam apenas os nomes dos personagens e alguns detalhes da história, ainda é constante.

Amigos sabem o quanto o filme ORIGINAL é especial para mim. Simplesmente por ser maravilhosamente dirigido, ter efeitos de montagem geniais e um roteiro raro, incomum e completíssimo.

Uma ofensa, uma ofensa, uma ofensa.

O diretor John Leonetti (aquele do lixo "Mortal Kombat: Aniquilação") não consegue nada mais do que qualquer pessoa com uma câmera consegue fazer. Na realidade, ele conseguiu a proeza de deixar o filme superficial e sem uma cronologia apurada, como Eric Bress e J. Mackye Grubber conseguiram. Além de não saber fazer as cenas renderem bons planos, os efeitos visuais são completamente amadores, e sua direção mostra o quanto precisa aprender. Claro, é apenas seu segundo trabalho... e espero que último, até aprender algo que possa ser bem-aproveitado em alguma outra película. Sem falar nos erros seqüenciais, que se revelam meros causadores de dor àqueles mais atentos. É impressionante a pouca preocupação com os detalhes, cometendo muitas gafes imperdoáveis, refletidas até na montagem das cenas. Como se não bastasse tudo isso, ainda não tem o mínimo feeling ao lidar com o elenco, cujos atores parecem meros robôs em standby, esperando um click para funcionarem. Eric Lively e Erica Durance, o casal deste filme, são postos em situações extremamente artificiais e nem o possível talento que eles têm embutido se sobressaiu ao script.

Definitivamente amador. Fiquei "injuriada".

Reconheço que não estudo cinema. É preciso ter respaldo para conceituar e argumentar tecnicamente um filme. No entanto, basta estar diante da exibição dessa película para ter a sensação de que o projeto deste filme foi decidido assim: "peguem o primeiro, inventem algo parecido, mas mudem os personagens pelo menos, usando um tema mais adulto e clichê. Coloquem bastante sexo e atores bonitos e usem esse dinheiro, e nem precisa se preocupar com qualidade, não. Sabemos que o público vai se interessar, já que conseguimos roubar o nome de 'Efeito Borboleta', então só o nome basta para nós". É a única coisa que consigo imaginar, já que o filme não tem compromisso nenhum em manter a qualidade do anterior.

Os americanos tanto sabiam disso que enviaram o longa direto para as locadoras, mas como bons brasileiros que não desistem nunca, jogamos nas salas de projeção de todo o país para ser mais um caça-níquel, como se não bastasse todas as porcarias que temos em cartaz.

Ressalva: Talvez esse tenha sido o motivo pelo qual toda a equipe técnica da primeira versão tenha abandonado o projeto, já que viram o risco que correriam ao assinar tal película. Lembrem-se que nem diretor, nem elenco e nem equipe de produção do filme original envolveram-se com esta lástima. Eles devem se sentir tão ofendidos quanto eu. Ou mais.

10 de out de 2006

Eleições 2006

Vá no google, digite "político honesto" e clique em "estou com sorte".

Viu só?

...

Nulo neles!

"Muito" nunca é suficiente...

Eu gosto de dizer que amo as pessoas que eu amo. Porque é verdade. E porque eu acho que nunca fui clara o bastante.

Quando eu digo que eu amo, eu quero dizer que sim, minha vida continuaria sem aquela pessoa, mas sem o mesmo brilho, a mesma alegria, a mesma intensidade.

Quando eu digo que eu amo, quero dizer que essa pessoa faz sentido para mim. Que eu não a estranho, que eu não tenho medo de existir na vida dela.

Quando eu digo que eu amo, quero dizer para essa pessoa que eu estarei sempre lá, seja lá onde for, seja do jeito que for.

Conforto, carinho, alegria, apoio, aconchego, cumplicidade... tudo isso dentro de um "eu amo você".